Centro Interpretativo de Montemuro

Este Centro é um espaço de natureza pedagógica e interpretativa da serra de Montemuro. É constituído por um núcleo expositivo que abrange o património natural e edificado no Montemuro.
Resende é um concelho montemurano, pois encontra-se localizado na serra de Montemuro, desde a sua vertente setentrional de Leste, e vai desde o rio Cabrum, a Oeste, até à linha de cumeada da Serra das Meadas. .
De referir que esta serra integra a lista nacional de sítios da rede natura 2000, desde a primeira publicação, classificada como biótipo carine, com designação de serra de Montemuro/Bigorne. O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) destaca esta unidade orográfica pela biodiversidade, ressaltando as turfeiras ativas e a vasta comunidade de vertebrados, entre os quais o lobo, com o estatuto de espécie ameaçada, que encontra nesta serra um dos últimos refúgios a sul do Douro.

Este Centro interpretativo localiza-se na aldeia de Feirão, um dos territórios do concelho com grande identidade e com um percurso histórico secular, que Eça de Queirós referenciou na sua obra “O Crime do Padre Amaro”, uma das 4 obras em que Eça de Queirós perpetuou o território de Resende a juntar à “A ilustre Casa de Ramires”, “A Cidade e as Serras” e “Os Maias”.

Este centro serve também de ponto de partida para iniciar uma viagem deslumbrante por território montemurano, apreciando a paisagem serrana, conhecendo a flora e a fauna tão características deste território que ainda preserva espécies quase em extinção. Fazer rotas, trilhos, percursos pedestres ou simplesmente apreciar a beleza da paisagem, privilegiada pela altitude em que esta região se encontra implantada e usufruir da natureza, são algumas das nossas sugestões.

Coordenadas GPS – 41º 01`59.9“N 7º 55`24.6º W

Pontos de interesse

Miradouro de S. Cristovão

No alto do Monte de S. Cristóvão, na freguesia de Felgueiras, situa-se um dos miradouros mais deslumbrantes de Resende a 1141 metros de altitude.
Aqui a vista perde-se no horizonte e convida ao relaxamento e à reflexão. Os seus horizontes são deveras alargados. Em dias em que o tempo é favorável, é possível vislumbrar Vila Nova de Gaia. No centro do miradouro está a Capela de S. Cristóvão, em forma de mastaba oriental que vale a pena visitar. O seu santo Padroeiro é S. Cristóvão, este tem “6 irmãos” e todos eles se observam no horizonte que a nossa vista alcança através deste encantado miradouro, ocupando capelas em locais de grande altitude. Os irmãos de S. Cristóvão (Resende) são: Santo Elias, São Vicente, S. Silvestre ( Mesão Frio), S. Tobias, S. Macário (S. Pedro do Sul), S. Domingos (Fontelo-Armamar). Deste miradouro avista-se também outras serras: Santa Helena em Tarouca, a 1100m de Altitude, Santa Eufémia em Cepões – Lamego e Sr.ª do Marão (Baião). A 25 de Julho, realiza-se neste local uma das festas mais animadas do concelho, dedicada a S. Cristóvão, realizando-se em simultâneo a feira anual de gado de raça arouquesa.

Coordenadas GPS – 41º 05`21.21“N 7º 92`89.10º W

Casa de Colmo

Situada na aldeia da Panchorra, esta casa tradicional típica do Montemuro foi uma habitação igual a tantas existentes nesta aldeia. Depois de ser recuperada, mantém os seus traços arquitetónicos originais (piso térreo onde se guardava os animais, durante a noite, e por vezes tinha também a função de casa de banho com acesso do piso superior que, juntamente com os dejectos dos animais, serviam para fertilizar os solos na atividade agrícola e um piso elevado que servia de habitação a uma família. Possuía paredes em pedra seca, portas pequenas e poucas janelas e o telhado coberto de colmo. Disposto em camadas sucessivas, o colmo era preso por varas de amieiro e capas de granito para o proteger da invernia. Nos invernos habitualmente rigorosos colocavam-se resguardos de granito. Os materiais de construção envolvidos na sua recuperação foram selecionados de acordo com a construção original e foram fieis à sua construção (granito de grão grosso e tom amarelo, madeira de castanho nos interiores e a estrutura do telhado e o colmo do centeio na cobertura ). Para além da função didáctica de construção tem também uma função de apoio aos percursos pedestres, rotas, tours que se desenvolvem nesta região. As aldeias da Panchorra e da Talhada são das mais típicas da Serra de Montemuro com tradição na criação de gado e transumância (em diversos períodos do verão, os pastores da Serra da Estrela traziam os seus rebalhos para a Serra de Montemuro para se alimentarem, visto na Serra da Estrela os solos no verão não terem pasto). Na Panchorra encontra-se também a Lagoa de D. João, enquadrada numa paisagem bucólica paradísiaca, que vale a pena visitar. O visitante pode ainda reviver um passado caracteristico da vida rural, pois nesta região abundam ainda elementos como o forno tradicional, eiras, canastros, lavadouros, fontes onde os animais iam beber e pedras com memórias (por ex. onde os habitantes afiam as facas).

Na aldeia da Panchorra poderá ainda visitar a belíssima Ponte da Panchorra, uma ponte de dois arcos com tabuleiro horizontal que liga as margens do rio Cabrum, em plena Serra de Montemuro a cerca de 1000m de altitude. Terá sido edificada no período moderno, e testemunha uma obra colectiva e de arquitectura tradicional destinada a assegurar o trânsito de carros agricolas, pessoas e gado deste território. Este monumento integra a rota do românico (que contempla 58 monumentos) no percurso vale do Douro que integra no seu conjunto 14 monumentos dos concelhos de Resende, Baião, Cinfães, Castelo de Paiva, Marco de Canaveses e Penafiel.

Coordenadas GPS – 41º 00`50.7“N 7º 58`10.9º W

Dólmen/Mamoa 1 de S. Cristóvão

Monumento funerário (datado entre os anos 5000 e 200 a. C.) de construção megalítica (grandes pedras erguidas na vertical com uma pedra colocada na horizontal a servir de cobertura) e possuía ainda uma grande cobertura em terra e pedra desinada de “Mamoa”. A sua função era funerária e permitia o enterramento individual. Devido ao ritual funerário da época foi encontrado no interior deste monumento algum espólio (machados de pedra polida, micrólitos, contas de xisto e outros, que se encontra em expoisção no Museu Municipal de Resende.

Este dólmen foi restaurado e classificado de imóvel de interesse púlico e faz parte de um núcleo megalítico de S. Cristóvão constituido por 9 mamoas.

O acesso ao mesmo: estrada nacional (Resende-Feirão). Situa-se acerva de 400m do lado direito, do cruzamento que segue para Feirão.

Coordenadas GPS – Lat:41´2´30´´N / Long: 1º11´10´´E de Lx / Alt. 1133 m

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *