Agosto 8, 2017

Notícias

Dia Mundial da Fotografia

A 19 de agosto celebra-se o Dia Mundial da Fotografia.

Nesta data, em 1839, o governo francês, tendo adquirido o processo da invenção do daguerreótipo, declarou a invenção de Daguerre como um presente “grátis para o mundo” tornando-o de domínio público.

A invenção do processo fotográfico de Louis Jacques Mandé Daguerre terá surgido alguns anos antes, mas não de forma simples. Antecedeu-lhe Joseph Nicéphore Niépce que, unindo elementos da química e da física, criou a héliografia em 1826. Nessa experiência, aliou o princípio da “camara escura” (usada por artistas desde o século XVI, entre eles Leonardo da Vinci) à característica fotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre veio aperfeiçoar a invenção, rebaptizando-a tal como a conhecemos: o daguerreótipo.

Imaginemos, pois, o espanto que terá sido, deter a luz (que é imagem) para um suporte físico e perene de um momento e de um tempo passado e irrepetível.

O dia mundial da fotografia foi, pois, instituído, na data em que o daguerreótipo foi patenteado pelo governo francês, em 19 de agosto de 1839. ​Da sua invenção até à atualidade, a fotografia é uma arte amplamente admirada e adotada por toda sociedade.

​O Dia Mundial da Fotografia é uma celebração anual mundial: da arte, do artesanato, da ciência e da história da fotografia. 

A Fotografia serve para captar um momento, uma imagem um acontecimento e que o pode eternizar, guardando recordações, contando histórias, mostrando um modo pessoal de ver o mundo ou simplesmente para dar prazer ao fotógrafo.

Esta data comemorativa celebra a arte de fotografar. Desde o fotógrafo amador ao profissional, neste dia o objetivo é reviver o amor pela fotografia. Com a proliferação da fotografia digital e dos telemóveis com câmaras, praticamente qualquer pessoa pode aventurar-se na fotografia no mundo atual.

Neste momento o Museu Municipal de Resende tem patente, nas suas salas, três exposições dedicadas a esta arte:

– A exposição do Ilustre Amarantino, Alexandre Pinheiro Torres, resultante do 9.º concurso de fotografia – Prémio Eduardo Teixeira Pinto – 2024;

– A exposição de fotografia de Rui Pires – na coleção do Museu do Douro;

– A exposição de máquinas fotográficas, cedidas pelos fotógrafos da nossa praça.

Convidamos pois todos os curiosos, interessados e amantes da fotografia, a visitarem o nosso Museu e a aproveitarem para fazer algumas fotografias.

Sorria, olhe o passarinho e registe o momento!

 

Dia Nacional dos Centros Históricos

O Dia Nacional dos Centros Históricos comemora-se anualmente a 28 de março, na data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono, e uma das figuras da cultura portuguesa que melhor defendeu o património nacional.

Alexandre Herculano, nascido na cidade de Lisboa, em 28 de Março de 1810, o insigne historiador e político, jamais deixou de levantar a voz em prol do nosso legado histórico-cultural.

Ao instituir o “Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses”, na data do aniversário natalício de Alexandre Herculano, o Governo e a APMCH quiseram homenagear, de forma “perene”, o espírito e a obra do “escritor de bronze que dignificou a língua, do historiador que renovou os métodos para a averiguação do passado e do homem de carácter que modelou um tipo de cidadania que muitos tomam ainda como espelho”. Simultaneamente, visaram criar uma nova oportunidade para a promoção das ações encetadas pelos municípios no que toca à salvaguarda dos seus centros históricos.

E o que é um centro histórico?

É a zona central mais antiga do aglomerado urbano, cuja malha urbanística e, pelo menos, parte significativa das edificações remontam às fases iniciais do seu processo de crescimento urbano, o que lhes confere um estatuto consensual de património da história e da identidade do aglomerado urbano em que se insere.

Aproveite este dia para conhecer mais sobre a nossa história e património.

Visite o centro histórico de Caldas de Aregos, Resende e S. Martinho de Mouros e descubra a riqueza do nosso património cultural!

 

Dia da Geografia

Hoje, dia 25 de fevereiro, celebramos em Portugal o Dia da Geografia.

Esta data, foi escolhida “em homenagem à homologação do primeiro Curso de Geografia (ciências geográficas) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que aconteceu em 25 de fevereiro de 1911.

Este dia é uma oportunidade para celebrar a importância da Geografia como ciência e para reconhecer o contributo dos geógrafos para a compreensão do mundo que nos rodeia.

Mas o que é a geografia?

Geografia é a ciência cujo objeto de estudo é o espaço geográfico, onde são estabelecidas as relações humanas. Logo, a Geografia estuda a relação entre a sociedade e o meio.

Ou seja, é o estudo das terras, das características, dos habitantes e dos fenómenos da Terra.

É uma disciplina abrangente que procura compreender a Terra e as suas complexidades humanas e naturais — não apenas onde os objetos estão, mas também como eles mudaram e surgiram.

A geografia como disciplina pode ser dividida amplamente em três ramos principais: humana, física e técnica. A geografia humana concentra-se principalmente no ambiente construído e na forma como os humanos criam, visualizam, gerem e influenciam o espaço. A geografia física examina o ambiente natural e como os organismos, o clima, o solo, a água e as formas de relevo produzem e interagem. A diferença entre essas abordagens levou ao desenvolvimento da geografia integrada, que combina a geografia física e humana e diz respeito às interações entre o meio ambiente e os humanos. A geografia técnica envolve o estudo e o desenvolvimento de ferramentas e técnicas utilizadas pelos geógrafos, como a cartografia e o sistema de informação geográfica.

“Assim como todos os fenómenos existem no tempo e, portanto, têm uma história, eles também existem no espaço e têm uma geografia.”

Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA, 1997

Se pretenderem conhecer e perceber esta ligação no nosso concelho, podem fazê-lo de duas formas:

  • através de um passeio, de carro ou a pé, pelos nossos caminhos, ruas e estradas: constatando o desnível e composição do solo, que levaram à prática da pastorícia e da agricultura e à utilização de animais para os trabalhos agrícolas; sentindo na pele o nosso clima, com os verões quentes e secos, que levam as pessoas a usufruírem dos ribeiros e rio, e também para a pesca, os invernos frios e chuvosos, que levaram, por exemplo, à criação das capuchas de burel e das croças;

ou

  • através da visita ao Museu Municipal de Resende, onde num espaço só, podem constatar e ver os objetos e utensílios, as roupas e demais explicações do porque somos e vivemos assim.

 

Dia Internacional do Conservador-Restaurador

Assinala-se, hoje, 27 de janeiro, o Dia Internacional do Conservador-Restaurador, profissional que restaura e conserva os bens culturais protegidos, móveis ou integrados, preservando o seu valor histórico-cultural. Ou seja, o conservador-restaurador é um profissional altamente qualificado, que estuda matérias interdisciplinares, desde a química à biologia, passando pela história da arte, arqueologia e museologia, com o objetivo máximo de conservar o Património Cultural dos povos.

De salientar a importância do Património Cultural quer na construção da identidade dos povos, quer na vida quotidiana dos indivíduos. Isto porque, o Património Cultural, quer material quer imaterial, encontra-se nas aldeias e vilas, na paisagem natural, nos monumentos, nos museus e sítios arqueológicos; encontra-se na literatura, na arte e nos objetos expostos nos museus, mas também nas técnicas que se aprendem com os antepassados, nos ofícios tradicionais, na música, no teatro, nos ambientes e no espírito dos lugares e na gastronomia.

A celebração do Dia Internacional do Conservador-Restaurador é, assim, uma oportunidade de sensibilizar a população, especialmente as gerações mais jovens, para os resultados carregados de valor que a conservação e restauro pode proporcionar ao património cultural e à sociedade. Reforçando a necessidade de se respeitar os locais, sítios e monumentos e de se perpetuar nas memórias as tradições dos nossos antepassados, que de forma oral vão passando para as novas gerações. Garantindo, assim, a integridade do testemunho e da autenticidade do património cultural.

Sejamos hoje um pouco “Conservador-Restaurador”, guardando com carinho um utensílio que os nossos avôs usavam na agricultura ou noutro ofício, aprendamos uma técnica artesanal de bordar, partilhemos uma receita da nossa culinária, decoremos uma ladainha dita pelas nossas avós, apanhemos o lixo em volta de um monumento.

Vamos conservar e restaurar o nosso Património Cultural.

Vamos manter vivos os ensinamentos, as técnicas, a identidade e a memória do nosso povo.

 

Exposição Temática – II GUERRA MUNDIAL – Contra o esquecimento – 80 anos depois, vidas interrompidas ganham nome nas sombras da memória.

Uma exposição com curadoria de Paulo Sérgio Pinto, Resendense e professor de História, que irá abordar: a Ascensão do Nazismo e os primeiros conflitos; a Leste e no norte de África; Pearl Harbor: Guerra no Pacífico; Dia D: Rumo a Berlim; 1945: Fim dos conflitos; Mulheres de Armas e Holocausto: vítimas e sobreviventes. E, contará com uma composição de fotografias, livros, filmes e objetos utilizados nesse tempo.

De 27 de Janeiro a 30 de Março de 2025.

Atelier de Etnografia – Saberes, sabores e labores

Neste atelier pretende-se falar, ouvir, dizer, apreender, perceber, relembrar, experimentar: cantando, dançando, tocando, vestindo, saboreando, plantando; as tradições culturais dos nossos antepassados.

O objetivo principal é permitir e facilitar o contacto com o património material e imaterial, e com as diferentes tradições do nosso concelho, no que concerne a determinadas festividades e ou técnicas de construção de utensílios e instrumentos, e também de afazeres agrícolas, com o intuito de criar e perpetuar memórias.

O mês de Janeiro é dedicado ao Cantar dos Reis e das Janeiras. Assim, poderemos partilhar memórias e cantigas que ouvimos ou cantamos. Poderemos também experimentar instrumentos e criar as nossas próprias quadras de reis ou janeiras, cuja finalidade é dar as Boas Festas e desejar um Bom Ano, fazendo alusão ao nascimento de Jesus, aos donos da casa e, mais tarde aos pedidos de bens. Finalizando com uma pequena representação/recriação desses momentos.

 

Atelier de Artesanato – ART’Mãos

Com o objetivo de perpetuar as técnicas artesanais do imenso e rico artesanato do nosso Concelho, pretende-se permitir e facilitar a aprendizagem do bordar, do croche, da cestaria, da cerâmica, das mantas de retalho… A fim de não se perder os saberes, as técnicas, os materiais e os instrumentos ligados à sua produção.

O artesanato não é apenas uma atividade económica, mas é também uma forma de manter viva a história e as tradições, oferecendo aos visitantes e residentes a oportunidade de conhecer e fazer produtos que carregam a alma e a autenticidade da região, tornando-se um elo entre o passado e o presente.

Os meses de janeiro e fevereiro serão dedicados à aprendizagem da técnica do Patchwork, ou seja, das tradicionais mantas de retalho.

Este atelier, neste período, terá lugar no Museu Municipal, às quartas-feiras, das 14h30 às 16h30.