Criação de máscaras de Carnaval inspiradas na exposição de pintura: “O que esconde a máscara”.”

No âmbito da exposição temporária “O que esconde a Máscara”, da autoria de Amália Soares, o Museu Municipal promoveu, entre os dias 14 e 16 de fevereiro, visitas guiadas e atividades didáticas dirigidas a 239 alunos que frequentam o ensino básico do 1.º ciclo no concelho.

Os alunos foram convidados a criar a sua própria máscara de Carnaval personalizada, inspirada na exposição, tendo à sua disposição diverso material, como ráfia, papel, tecidos de diversas cores e texturas e lã, através dos quais tiveram oportunidade de libertar e colocar em prática a sua imaginação.

No dia 14 de fevereiro, Amália Soares marcou presença na iniciativa, deu a conhecer algumas técnicas e respondeu às questões colocadas pelos alunos mais curiosos. No final, os alunos mostraram-se felizes com as atividades realizadas e, para a artista, que considerou a iniciativa muito gratificante, foi “um dia memorável, pois é nos pequenos que plantamos ARTE”.

A atividade, para além de contribuir para o enriquecimento mais profundo da expressão artística e do espírito crítico, também contribuiu para o desenvolvimento da criatividade, observação e memorização dos alunos e proporcionou momentos muito divertidos entre todos os participantes.

Amália Soares, nasceu no Porto. É autodidacta por vocação, frequenta as Oficinas Livres de Pintura na Cooperativa Árvore, no Porto, sob a orientação do Professor Alberto Péssimo.
A exposição: ”O que esconde a máscara”, reúne máscaras de todo o mundo, mas possui uma representação significativa de máscaras transmontanas.
A máscara, na antiguidade era utilizada com diversos objetivos: assustar os inimigos, ajudar os mortos a entrar no paraíso e servir personificações teatrais. Na Europa, durante a Idade Média, a Igreja proibiu o seu uso, tendo mais tarde brilhado nos grandes bailes palacianos e actualmente é rainha em desfiles
carnavalescos.
Em Portugal, no Nordeste Transmontano, “os caretos” (ou máscaras) transformam o tempo de um de Novembro até ao Carnaval, conforme a localidade, num período em que o poder pagão se confunde com o poder religioso. Nenhum outro objecto demonstrou estar melhor inserido na cultura transmontana.

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